HISTÓRIA DOS NOIVOS

Versão da Noiva:


Nos conhecemos no meu vestibular, há quase sete anos atrás. Me despedi dele dizendo: "Tchau. Até nunca mais." Afinal, realmente achei que nunca mais nos veríamos.

Um mês depois nos encontramos... tão por acaso quanto a forma que eu o conheci, ou seja, nada por acaso! (armação dele...)

É...

bons anos aqueles em Juiz de Fora, onde fizemos nossas faculdades, nos conhecemos. Eu, com 17, quase 18 anos. Ele com 20, no quinto período do curso. Aprendemos a namorar juntos, a virar adultos juntos...

Fiz minha faculdade inteira com um anjo ao lado...

Foi lá que nos aproximamos. No primeiro ano nos víamos nos fins de semana, à noite. No último, nos víamos todos os dias, estudávamos juntos, almoçávamos juntos, fazíamos compras de supermercado juntos...

Morávamos em frente um ao outro. Eu num prédio em frente ao dele. A janela dos quartos de frente também.

Bons tempos aqueles...

Eu estudava à noite. E, quando chegava da faculdade, mais ou menos no mesmo horário, assim que acendia a luz do quarto o telefone tocava: "Oi ". Ou então, se a luz demorava a se acender, o celular tocava: "Onde você está?"

Foi lá que eu aprendi a contar com ele. Aprendi que ele estaria do meu lado nos momentos mais difíceis de minha vida; e se digo que aprendi, foi porque esses momentos aconteceram e ele esteve lá, ao meu lado.

Aprendi também que ele amaria minha família como eu amo, e eles o amariam como me amam...

Foi em Juiz de Fora que nos conhecemos.

...e pena que depois esse meu anjo ficou um pouco mais distante.

Quando ele formou, no ultimo período da minha faculdade, nós, que morávamos em frente um ao outro, passamos a morar em cidades diferentes. Rafael foi fazer residência em Belo Horizonte. E eu, depois de formar, fui trabalhar em Ponte Nova. Tempos difíceis.

Mas a distância nos obrigou a aproximar-nos de outras formas; nos ensinou o valor da confiança; nos ensinou a importância de um abraço; nos ensinou a falta que fazem os momentos em que se está junto, sem precisar dizer nada.

Tempos difíceis esses. Mas frutuosos. Aprendemos que é preciso investir nos sonhos do outro, porque não dá pra viver uma só vida. E mais uma vez aprendemos que poderíamos contar um com o outro. Eu fui fazer mestrado no Rio de Janeiro, mas morando em Ponte Nova. E com todo, todo o apoio do meu amor. Só ele mesmo, pra me apoiar nessa "viagem"... quanta viagem, meu Deus.

E foi nesse tempo que eu aprendi porque que o amor é "dor que desatina sem doer..."

Aprendi que apoiar o outro a fazer o que ele quer, não porque a gente gostaria, mas porque a gente sabe que é importante pra ele... isso sim é dor que que desatina sem doer. Só o amor pra fazer com que a gente queira algo que a gente não quer: fazer com que a gente escolha pensando no desejo do outro, e não só no nosso. Fazer com que nosso desejo seja o desejo do outro.

E foi assim, deixando a vida me levar - mas de olhos abertos, é claro -, que esse "Tchau, até nunca mais", virou um "Quero você, para sempre".

Versão do Noivo:

Apesar do fato de eu e Quelzinha sermos nascidos e criados em Ponte Nova (PN), não foi onde nos conhecemos. Nos meus primeiros dezesseis anos de vida, que passei todos eles em PN, e nos primeiros 17 anos de vida dela, todos eles também passados em PN, não tomamos conhecimento algum da existência um do outro. Fomos nos conhecer em Juiz de Fora, quando ela foi fazer prova para vestibular na UFJF e se hospedou na casa de um amigo meu, Robertão, cuja mãe alugava quartos em uma pensão. Após este primeiro encontro ficamos mais ou menos uns dois meses sem termos contato um com o outro até que nos reencontramos novamente, desta vez em PN, no dia 12 de fevereiro de 2004, onde eu passava férias e ela tentava se decidir qual destino tomar, já que havia sido aprovada em vários vestibulares em diferentes cidades. Juiz de Fora, a propósito, era uma de suas últimas opções. Foi então que passei para ela o telefone de minha tia Ducarmo, que procurava alguém para morar com minha prima Marina em Juiz de Fora, em um apartamento em frente ao que eu morava (Devo assumir que também fiz alguma propaganda da cidade e da universidade de Juiz de Fora). E então, já apaixonada por mim, mas ainda sem saber disso – (brincadeirinha !!!) – Quelzinha acabou decidindo por ir morar em Juiz de Fora, e passamos a ser vizinhos. Durante uns cinco meses saiamos juntos quase todos os fins de semana e algumas vezes durante a semana, mas nenhum dos dois dava o braço a torcer de que estávamos namorando, até que lá pelo meio do ano, resolvemos assumirmos-nos em um compromisso formal. 
Passamos bons quatro anos em Juiz de Fora (exceto por uma funcionária solteirona que trabalhava em minha casa, que devia nutrir algum tipo de paixão por mim, devido à implicância e ao ciúme, inexplicáveis de outra forma, que ela sentia da Quelzinha). Foi nestes quatro anos que pudemos nos conhecer melhor e fomos nos vinculando cada vez mais um com o outro, conhecendo e aprendendo a lidar com as qualidades e dificuldades de cada um. Foi um processo importante que nos deu a possibilidade de enfrentar os tempos difíceis que estavam por vir – o período de três anos em que eu morei em Belo Horizonte para cursar minha residência médica em psiquiatria e Quelzinha terminou seu curso em Juiz de Fora e depois ficou entre Ponte Nova e o Rio de Janeiro se dedicando ao trabalho e ao mestrado. Durante estes três anos, apesar de tanta correria, conseguimos nos ver quase todos os finais de semana. Foi um tempo de muitas incertezas, solidão e insegurança para ambos, mas que graças a Deus já estão terminando. Este último ano foi bom, já que, apesar de ainda estarmos separados, é o ano dos preparativos para o nosso casório. No dia 3 de abril de 2010, um dia depois do aniversário da Quelzinha, fizemos nossa festa de noivado, lá na fazenda Natal, e marcamos nosso casamento para 19 de fevereiro de 2011, uma semana depois do nosso sétimo aniversário de namoro. Aguardamos vocês lá !!!    


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